quinta-feira, 5 de agosto de 2010



Não tenho pretensão de que haja qualquer sentido ou razão no que quer que eu escreva.
Não tenho necessidade de ser compreendida, não almejo ser aplaudida, e sequer aceite.
O que preciso hoje e sempre, é escrever sobre o que verdadeiramente acredito!
Sobre aquilo que me preenche a alma...
O que me transborda ao coração...
E com ou sem razão, fazendo ou não sentido, eu acredito NO AMOR!!
Por que?
Não procuro explicações...
Os motivos não me interessam!!
Aliás, eles (motivos) são mesmo indispensáveis?

SOBRE MIM...




Eu sou assim...
Exatamente assim!

Sou feita de dor,
sou feita de amor...
Eu sou feita de pensamentos,
e de sentimentos...
De ressentimentos,
e consentimentos!

Sou feita de tudo, de nada,
de momentos...

Sou feita de alegrias
e de tristezas...
De fantasias
e de incertezas...

De incredulidade
e magia!
Não temo nada...
Fujo da bruxaria!

Assim sou eu...

Feita de decepção e desilusão,
De carinho e de compaixão!

É... Imperfeita assim!

Sou feita de bondade,
de maldade,
de inveja,
de caridade,
de ternura,
de maladrangem...

Sou contraditória,
sou racional,
sou coerente,
e estupidamente emocional...

Sou tão romântica e tola...
Sou insanamente passional!

Sou feita de desejo e vontade...
Sou carne, osso, alma e coração...
Sou humanidade de verdade!

Eu já briguei,
já insultei,
já errei...

Já me arrependi,
já perdoei,
já pequei...

Já fiz planos... Falhei.
Já tive chances... Hesitei.
Um preço caro eu paguei!!

Eu já sorri,
já chorei...
De amor visceralmente sofri!
E de felicidade gargalhei...

Eu loucamente me entusiasmei...
E li-te-ral-men-te me espalhei!

Tão pouco eu aprendi...
E tanto, tanto, eu procurei.

Mas desse muito que tentei,
desse pouco que vivi...
Carrego a certeza mais do que preciosa,
de que uma coisa eu fiz intensa e plenamente:

Eu amei!!

Ah! E como eu amei...


Sou apenas uma mulher, em busca das palavras que possam, quem sabe, ajudar-me a expressar o que minha alma clama por gritar!
Uma mulher que ama o amor acima de todas as coisas...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Recomeçar...


Não importa onde eu parei,
em que momento da vida eu me cansei,
o que importa é que sempre possível e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova oportunidade a nós mesmos.
É renovar as esperanças da vida e o mais importante:
acreditar em mim de novo.

Sofri muito neste período?
Fui aprendendo.

Chorei muito?
Foi a limpeza da alma.

Fiquei com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Senti-me só por diversas vezes?
É porque fechei a porta até para os anjos.

Acreditei que tudo estava perdido?
Era o início da minha melhora.

É melhor tentar e falhar que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão, do que me sentar sem fazer nada até ao fim.
Eu prefiro caminhar na chuva, do que em dias tristes esconder-me em casa.
Prefiro ser feliz, embora louca, do que em conformidade viver…

No mundo das emoções não se aceitam actos heróicos tais como “de hoje em diante acordarei de bom humor”, “daqui pra frente serei uma pessoa calma”, “de agora em diante serei uma pessoa feliz com um alto astral e cheia de auto-estima”.
Grande engano!
Todas essas intenções se evaporam, no mundo das emoções as palavras-chave são “treinamento” e “educação”.
Tu precisas treinar a tua emoção para ser feliz.
Tu precisas educa-la para superar as perdas e as frustrações, caso contrário a tua emoção nunca será estável e nem capaz de contemplar o brilho nos pequenos eventos da rotina diária.

A vida é belíssima, mas não é tão simples vive-la.
As vezes ela parece-se com um imenso jardim.
De repente, a paisagem muda e ela apresenta-se árida como um deserto ou ingrime como as montanhas.
Independentemente dos penhascos que temos de escalar, cada ser humano possui uma força incrível.
E muitos desconhecem que a possuem!

Para poderem "Recomeçar"...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A única verdade..




Que poderei eu dizer?
Eu sentia-me tão longe.
Agitava-me por aí, dispersa no interior do meu naufrágio.
Vagueava tão perto do teu rosto, da tua respiração.
Tão perto de te perder.
Eu decompunha-me arredada das emoções.
Os teus pés excediam as fronteiras, tocavam-me a alma, mas o meu pensamento, simplesmente, envelhecia.
Ausente.
Que mais poderei eu dizer?
Sei que anoitecia e que nesses momentos te desbaratava, sempre que não pronunciava a verdade.

Agora, como poderei segredar-te tudo o que as minhas mãos reflectem?
Recordo-me que amordacei as palavras como se de ignorância se tratasse.
Hoje, depois da imensidão do deserto adormecer no meu destino, posso dizer-te o que, finalmente, reconheço.
Amo-te.

Sim, foi sempre amor o que não fui capaz de navegar.
E tanto que me doeu esconder de todos os braços, pernas, dos nossos corações, da nossa vida.
Esconder de mim.
O que ainda poderei dizer?
Sei que não te poderia perder.
Nem esta noite, nem nas marés que reflectem os múltiplos que convivem nas minhas entranhas, nem nas estrelas que reproduzem o teu olhar.

Quero-te sempre acordado para te falar de tudo o que deixei de dizer.
Todo este tempo.
Todos os livros e todas as canções.
Todas as cidades.
Quero-te perguntar se me perdoas, os minutos, as horas, a vida que demorei a aceitar esta minha, única, verdade.
Amo-te.

Como é meu hábito (ou tacitamente determinámos) despedi-me de ti com dois castos beijos:
doeram como feridas nos pulsos.

Queria apertar-te com furor juvenil e não venci o medo.

Digo-te agora colorido ser alado aqui nesta página onde por fim metaforicamente matei a cobardia:
amo-te

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Permaneço....


Este medo de sentir...
Esta dor que não o é ainda...

Esta cruz que se carrega
E essa entrega que tarda...Luz difusa que te esconde...
E profusa vai onde
Mais ninguém pode ir...

Apenas eu permaneço
No escuro e eis
que só desço,
Bem fundo,
No poço
Que não posso
Ignorar...pois...

Porque não esqueço...
Continuo a amar...

Precisei de ti e tu não estavas para mim.
Apenas para mim não trouxeste Tempo.
Precisei de ti, tanto...nesse momento!...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Psiu, tu ai...


Psiu...Ei tu!!!
Tu mesmo que estás aí a olhar...
Que tal uma paragem para refletir... e refletir sobre ti ... pensar em tudo de bom que existe aí dentro desse coração!
Sabes que tu és uma pessoa maravilhosa, capaz de fazer muita coisa boa, útil e expressiva, se quiseres, e que no teu coração estão guardadas coragem e confiança suficientes para realizar os teus desejos.
Mas não te esqueças, de ir buscar em cada minuto dos teus dias, motivos de alegria e esperança, não te importando com as situações adversas que aparecem.
Tu deves escolher ser feliz e tornar isso possível, com pensamentos positivos, não perdendo nunca o entusiasmo pela vida e pelo amor.

terça-feira, 27 de julho de 2010


No silêncio da noite, venho revisitar o mar.
Este apelo constante das origens, leva-me a querer ficar aqui, no limite entre os mundos, recordando as sensações que outrora tocaram a minha pele.
No céu escuro, a Lua eleva-se, reflectindo a luz do Sol que dorme já para lá do horizonte.
O seu brilho, rasga o negrume do oceano imenso que se estende até onde a vista alcança.
O marulhar das ondas nas pedras da margem é o único som que se escuta.
A brisa do mar invade-me o corpo de gotas salgadas.
O meu olhar desloca-se inevitávelmente para o brilho imenso que paira no firmamento, recordo-me de viagens passadas, sinto uma presença intensa de metade de mim que vagueia no espaço-tempo.
É aqui, no limiar de vários mundos, onde a terra encontra a água e ambas abraçam o espaço que a minha alma se sente mais perto da sua essência, é aqui que me sinto mais completa, sabendo que também tu me sentes aqui.
Este encontro solitário, eu estou, tu estás, mas estamos completamente sós, apenas as almas estão juntas, os corpos mantêm-se na distância, há espera de um futuro que nos faça regressar ao passado.

Eu estou aqui, tu estás aí, nós estamos lá!